segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Angel of Harlem...à Mmª Anna T....Coimbra onde uma vez...
Lady'n'black
Stop moaning
For your husband,
You are now, my lady in black;
Your black heels are piercing
His grave
-the cruel concept of fidelity-
And my burning brain;
My lady in black
Dance your delicate fingers
through my bones,
My skin,
my insanity –of which I hope I won’t be healed-
I swear to your scent
Your husband has decayed
Six feet under:
indifferent, unable to hear-
As your velvet body
is tearing your brick dress
Under my restless fingers
...COM LÁGRIMAS SE FEZ...A HISTÓRIA DESSA iNÊS...TÃO LINDA!!!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Uma mosca sem valor, pousa com a mesma alegria, na careca de um doutor...como em qualquer porcaria!!!...António Aleixo, os anos de Coimbra,(1ª parte)

«-Aleixo, porque não tentas o teatro?
-Eu?! - diz o poeta.
-Sim, tu.Vem aí a festa e devias apresentar qualquer coisa...
-Dê lá o tema!
-Isso é contigo... - disse Tóssan, e acentuou: - Pensa!
-Talvez a vida dos curandeiros do Algarve.Conheço-lhes
as manhas - lembrou Aleixo
- Um auto, como o Gil Vicente?
-Pode ser, então escreva lá!»
AUTO do CURANDEIRO
SENHOR MESTRE, DÁ LICENÇA?
É O SENHOR CURANDEIRO?
DIZ QUE NÃO LEVA DINHEIRO...
ACEITE ESTA RECOMPENSA,
JÁ QUE TRATOU DA DOENÇA
DO MEU DESGRAÇADO IRMÃO
QUE JÁ LÁ FOI NO CAIXÃO;
FICAR DEVENDO ERA OFENSA.
DE DEUS A BONDADE IMENSA
LHE DARÁ SALVAÇÃO.
-TOME LÁ UM GARRAFÃO
COM CINCO LITROS DE AZEITE.
QUERO QUE O SENHOR ACEITE
EM PROVA DE GRATIDÃO;
MAIS UM SAQUINHO DE GRÃO;
FOI O QUE PUDE ARRANJAR.
O AZEITE É P'RÓ ALTAR
E OS GRÃOS PR'Ó S. ROMÃO,
P'RA ME LIVRAR DE ALGUM CÃO
DANADO QUE ME APAREÇA,
E P'RA QUE NÃO ME ACONTEÇA
O MESMO QUE AO MEU IRMÃO...
Amigo e muito bem aceite entre a estudantina coimbrã, António Aleixo desenvolve uma estreita relação com alguns universitários, dos quais fica verdadeiramente amigo e de quem recebe ajudas vários.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
...QUE ESTE AMOR É DE PEDRO POR INÊS!!!...COIMBRA, 8 de Abril de 1320, nasce D. Pedro I...O-Até-ao- Fim-do-Mundo-Apaixonado...
...COIMBRA, ONDE UMA VEZ...COM LÁGRIMAS SE FEZ, A HISTÓRIA DESSA INÊS...TÃO LINDA!!!...(2ª parte)
Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês...
Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
FILHO do CHOUPAL!!!...ELFO de DEDOS GENIAIS!..."...aquela música era feita de alvoradas, canto de pássaros anunciando o sol."...CARLOS PAREDES.

NASCE em COIMBRA a 16 de FEVEREIRO de 1925...é um guitarrista que para além das influências dos seus antepassados - pais, avós, tios, todos eles exímios guitarristas de Coimbra - mantém um estilo Coimbrão, a sua guitarra é de Coimbra, e a própria afinação !...
CARLOS PAREDES
Ó guitarra lusitana!
Ó harpa das loucas correrias!
Salgado mar das fantasias...
É a voz do povo que te chama!
Redentora e fraternal,
és tu quem anuncia
a hora da alegria
de ser de novo
O Povo,
O Rei de Portugal.
(Carlos Carranca)
CARLOS PAREDES
"Não o pensava antes,quando escutava a guitarra de Carlos Paredes, mas hoje,recordando-a, compreendo que aquela música era feita de alvoradas, canto de pássaros anunciando o sol.Ainda tivemos de esperar uma década antes que outra madrugada viesse abrir-se para a liberdade, mas o inesquecível tema de VERDES ANOS,esse cantar de extática alegria que ao mesmo tempo se entretece em harpejos de uma surda e irreprimível melancolia,tornou-se para nós numa espécie de oração laica, um toque a reunir de esperanças e vontades.Já seria muito, mas ainda não era tudo.O resto que ainda faltava conhecer era o homem de dedos geniais,o homem que nos mostrava como podia ser belo e robusto o som de uma guitarra, e que era, a par de músico e intérprete excepcional, um exemplo extraordinário de simplicidade e grandeza de carácter.A CARLOS PAREDES NÃO ERA PRECISO PEDIR QUE NOS FRANQUEASSE AS PORTAS DO SEU CORAÇÃO.ESTAVAM SEMPRE ABERTAS."
José Saramago, in o Caderno de Saramago.
GUITARRA
(Carlos Paredes)
A palavra por dentro da guitarra
a guitarra por dentro da palavra.
Ou talvez esta mão que se desgarra
(com garra com garra)
esta mão que nos busca e nos lavra
com seu fio de mágoa e cimitarra.
Asa e navalha.E campo de Batalha.
E nau charrua e praça e rua.
(E também lua e também lua)
Pode ser fogo pode ser vento
(ou só lamento ou só lamento)
Esta mão de meseta
voltada para o mar
esta garra por dentro da tristeza.
Ei-la a voltar de Alcácer Quibir.
Ó mão cigarra
mão cigana
guitarra guitarra
lusitana.
Manuel Alegre.
"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse,queria
que lhe partissem a guitarra e a enterrassem
com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo.Se eu tiver de morrer." Carlos Paredes.
Carlos Paredes - "Coimbra e o Mondego" You Tube
CARLOS PAREDES
Ó guitarra lusitana!
Ó harpa das loucas correrias!
Salgado mar das fantasias...
É a voz do povo que te chama!
Redentora e fraternal,
és tu quem anuncia
a hora da alegria
de ser de novo
O Povo,
O Rei de Portugal.
(Carlos Carranca)
CARLOS PAREDES
"Não o pensava antes,quando escutava a guitarra de Carlos Paredes, mas hoje,recordando-a, compreendo que aquela música era feita de alvoradas, canto de pássaros anunciando o sol.Ainda tivemos de esperar uma década antes que outra madrugada viesse abrir-se para a liberdade, mas o inesquecível tema de VERDES ANOS,esse cantar de extática alegria que ao mesmo tempo se entretece em harpejos de uma surda e irreprimível melancolia,tornou-se para nós numa espécie de oração laica, um toque a reunir de esperanças e vontades.Já seria muito, mas ainda não era tudo.O resto que ainda faltava conhecer era o homem de dedos geniais,o homem que nos mostrava como podia ser belo e robusto o som de uma guitarra, e que era, a par de músico e intérprete excepcional, um exemplo extraordinário de simplicidade e grandeza de carácter.A CARLOS PAREDES NÃO ERA PRECISO PEDIR QUE NOS FRANQUEASSE AS PORTAS DO SEU CORAÇÃO.ESTAVAM SEMPRE ABERTAS."
José Saramago, in o Caderno de Saramago.
GUITARRA
(Carlos Paredes)
A palavra por dentro da guitarra
a guitarra por dentro da palavra.
Ou talvez esta mão que se desgarra
(com garra com garra)
esta mão que nos busca e nos lavra
com seu fio de mágoa e cimitarra.
Asa e navalha.E campo de Batalha.
E nau charrua e praça e rua.
(E também lua e também lua)
Pode ser fogo pode ser vento
(ou só lamento ou só lamento)
Esta mão de meseta
voltada para o mar
esta garra por dentro da tristeza.
Ei-la a voltar de Alcácer Quibir.
Ó mão cigarra
mão cigana
guitarra guitarra
lusitana.
Manuel Alegre.
"Quando eu morrer, morre a guitarra também.
O meu pai dizia que, quando morresse,queria
que lhe partissem a guitarra e a enterrassem
com ele.
Eu desejaria fazer o mesmo.Se eu tiver de morrer." Carlos Paredes.
Carlos Paredes - "Coimbra e o Mondego" You Tube
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
TOLDAM-SE OS ARES...MURCHAM-SE AS FLORES: MORREI, AMORES...QUE INÊS MORREU!!!....

...COIMBRA, ONDE UMA VEZ...COM LÁGRIMAS SE FEZ, A HISTÓRIA DESSA INÊS...TÃO LINDA!!!...(1ª parte)
...D.Pedro está fora, numa caçada, e a 7 de Janeiro três nobres e el-Rei aproveitam a ausência para invadir o Paço de Santa Clara, em Coimbra...APENAS OS POETAS SE REVOLTAM...
CAMÕES...
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito(...)...
GARCIA DE RESENDE...
"Estes homens d'onde irão?"
E tanto que perguntei,
Soube logo que era el-Rei.
Quando vi tão apressado,
meu coração trespassado,
foi, que nunca mais falei.
E quando vi que descia,
Saí à porta da sala;
Devinhando o que queria,
Com grã choro e cortesia
Lhe fiz ua triste fala.
Meus filhos pus derredor
De mim, com grã humildade;
Mui cortada de temor,
Lhe disse: "havei, Senhor,
Desta triste, piedade!
(...)
ANTÓNIO FERREIRA...
Esta é a mãe dos teus netos.Estes são
Filhos daquele filho, que tanto amas.
Esta é aquela coitada mulher fraca,
Contra quem vens armado de crueza.
(...)
CAMÕES...
Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.
(...)
BOCAGE...
Ministros do Furor, três vis algozes,
de buídos punhais a dextra armada,
Contra a bela infeliz, bramando avançam.
Ela grita, ela treme, ela descora;
Os frutos da ternura ao seio aperta,
Invocando a piedade, os Céus, o amante...
"Aves sinistras
Aqui piaram
Lobos uivaram,
O chão tremeu.
"TOLDAM-SE OS ARES,
MURCHAM-SE AS FLORES:
MORREI, AMORES,
QUE INÊS MORREU."
AO AMOR!!!
...D.Pedro está fora, numa caçada, e a 7 de Janeiro três nobres e el-Rei aproveitam a ausência para invadir o Paço de Santa Clara, em Coimbra...APENAS OS POETAS SE REVOLTAM...
CAMÕES...
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito(...)...
GARCIA DE RESENDE...
"Estes homens d'onde irão?"
E tanto que perguntei,
Soube logo que era el-Rei.
Quando vi tão apressado,
meu coração trespassado,
foi, que nunca mais falei.
E quando vi que descia,
Saí à porta da sala;
Devinhando o que queria,
Com grã choro e cortesia
Lhe fiz ua triste fala.
Meus filhos pus derredor
De mim, com grã humildade;
Mui cortada de temor,
Lhe disse: "havei, Senhor,
Desta triste, piedade!
(...)
ANTÓNIO FERREIRA...
Esta é a mãe dos teus netos.Estes são
Filhos daquele filho, que tanto amas.
Esta é aquela coitada mulher fraca,
Contra quem vens armado de crueza.
(...)
CAMÕES...
Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar uma donzela,
Fraca e sem força, só por ter sujeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.
(...)
BOCAGE...
Ministros do Furor, três vis algozes,
de buídos punhais a dextra armada,
Contra a bela infeliz, bramando avançam.
Ela grita, ela treme, ela descora;
Os frutos da ternura ao seio aperta,
Invocando a piedade, os Céus, o amante...
"Aves sinistras
Aqui piaram
Lobos uivaram,
O chão tremeu.
"TOLDAM-SE OS ARES,
MURCHAM-SE AS FLORES:
MORREI, AMORES,
QUE INÊS MORREU."
AO AMOR!!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
OH COIMBRA do MONDEGO...e dos AMORES que eu lá tive...(1ª parte)

FÁBULA DEL MONDEGO
Gran Rey, pues que bajais vuestros oídos
por esa tan humana mansedumbre
al canto pastoril, yo hecho osado
de nuevo moveré hacia la cumbre
del sublime Parnaso mis sentidos,
que dél estaba ya medio olvidado.
El bueno, el alabado
Titiro mantuano
alzando el cantar llano
del campo, nos dejó sobrada excusa
de correr tras su leda ufana Musa
cuando pues como él usa
reconociendo siempre su poder.
ENTRE EL GRAN TAJO Y EL DUERO EL BUEN MONDEGO
(UN TIEMPO MUNDA, TAL ES SU AGUA CLARA)
se espacia por los campos paseando,
salido donde el monte le apretara.
El trabajo vencido entra en sosiego,
y como vencedor va triunfando
adó agora cantando
junta las nueve hermanas
del favor vuestro ufanas
acordadas se mueven, y en concierto
hinchiendo de armonia el aíre abierto
ensalzan vuestro nombre, y subirle han
del cielo al alto puerto,
de tales Reyes por sus obras van.
FRANCISCO de SÁ de MIRANDA, Coimbra, 28 de Agosto de 1481
Gran Rey, pues que bajais vuestros oídos
por esa tan humana mansedumbre
al canto pastoril, yo hecho osado
de nuevo moveré hacia la cumbre
del sublime Parnaso mis sentidos,
que dél estaba ya medio olvidado.
El bueno, el alabado
Titiro mantuano
alzando el cantar llano
del campo, nos dejó sobrada excusa
de correr tras su leda ufana Musa
cuando pues como él usa
reconociendo siempre su poder.
ENTRE EL GRAN TAJO Y EL DUERO EL BUEN MONDEGO
(UN TIEMPO MUNDA, TAL ES SU AGUA CLARA)
se espacia por los campos paseando,
salido donde el monte le apretara.
El trabajo vencido entra en sosiego,
y como vencedor va triunfando
adó agora cantando
junta las nueve hermanas
del favor vuestro ufanas
acordadas se mueven, y en concierto
hinchiendo de armonia el aíre abierto
ensalzan vuestro nombre, y subirle han
del cielo al alto puerto,
de tales Reyes por sus obras van.
FRANCISCO de SÁ de MIRANDA, Coimbra, 28 de Agosto de 1481
Assinar:
Postagens (Atom)
